Marcos Sales
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“O Preço da Lealdade”

A Paraíba tem acompanhado nos últimos meses a novela dentro do PSDB protagonizada pelo ex-Governador cassado Cássio Cunha Lima e o Senador Cícero Lucena. Parece até que a Paraíba está revivendo a famosa Convenção do PMDB a cerca de 10 anos atrás, mais precisamente no ano de 1998, com um diferencial: a possível disputa dentro do PSDB hoje se dará entre o filho de Ronaldo Cunha Lima, este que foi um dos protagonistas daquela memorável disputa de 98, e o seu amigo leal de todas as horas Cícero de Lucena Filho.

Esse amigo leal de várias batalhas dos Cunha Lima, Cícero tem assistido apático o filho de Ronaldo fritar sua pré-candidatura ao Governo da Paraíba em detrimento da pré-candidatura do Prefeito da Capital, o socialista Ricardo Coutinho seu inimigo número 1 (um), inclusive comenta-se nos bastidores da política ter sido o “mago” o principal articulador para a prisão de Cícero na Operação Confraria da PF no ano de 2005.

Cícero Lucena que poderia ter sido eleito Governador em 2002 com o apoio do então Governador José Maranhão, abdicou de tal condição para em nome da lealdade apoiar o filho de seu grande amigo Ronaldo, o jovem Cássio Cunha Lima. Em troca além de naquele momento indicar o candidato a vice, Cícero sucederia “o menino de campina” nas eleições subseqüentes para o Governo Estadual. Parece que o pacto de lealdade só teve efeito de valor para uma das partes e neste caso, para Lucena.

Os aliados do ex-governador cassado bombardeiam a todo instante a pré-candidatura de Cícero sem que exista um gesto de contenção desse bombardeio da parte do filho de Ronaldo. Os interlocutores da desistência de Cícero de sua pré-candidatura cobram do Senador mais uma prova de lealdade, de renúncia e desprendimento, alegando os mesmos que o Senador não teria a mínima condição de se eleger, ou se quer ir para um segundo turno e se mantida sua candidatura prejudicaria a eleição de vários companheiros do partido.

Essa tese levantada pelos aliados do ex-governador cassado Cássio, demonstra a nítida intenção do grupo em implodir a candidatura de Cícero ao Governo do Estado, estratégia orientada e orquestrada por alguém e que tem forte ressonância entre as principais lideranças do “grupo de campina” .

A preço de hoje, a traição a Cícero Lucena já está sacramentada apenas esperando o momento para dá o cheque mate, pelo menos aparentemente, como forma de reconhecimento dos Cunha Lima a sua lealdade. Pois é Cícero esse é o preço!

Marcos Sales

Diretor Presidente / Expresso PB

A "Mídia Marron" e seus protagonistas

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