
Na minha apresentação, aos leitores do Jornal Expresso Paraíba, digo que os assuntos preferencialmente abordarei são referentes: a educação, a política e cidadania. Então, para começar falarei para vocês do que acho sobre o pleito eleitoral deste ano no nosso Estado.
O povo paraibano gosta muito da política partidária, destes alguns não assumem o prazer em falar e discutir sobre a política partidária, já, outros poucos, realmente não gostam. Porém, é vocação da maioria dos paraibanos em comentar sobre política partidária, nas calçadas, nas praças, nos bares e em muitos outros lugares. Por conseqüência, provoca nas lideranças dos partidos a necessidade de anteciparem os debates e prováveis alianças para consolidar seus projetos políticos. É o que verificamos sobre o pleito que teremos agora em 2010, desde o ano passado os líderes da política paraibana iniciaram a caminhada para consolidarem os seus nomes para disputa eleitoral deste ano. Expressarei o meu ponto de vista sobre os principais nomes que pretendem disputar o governo do estado, os quais são: José Maranhão (PMDB), Ricardo Coutinho (PSB) e Cícero Lucena (PSDB).
Em primeiro lugar, vamos observar a situação daquele que está numa posição mais complicada para conseguir chegar ao Palácio da Redenção, o senador Cícero Lucena (PSDB), ele não tem apoio dos maiores nomes do seu partido, nem de outras figuras de siglas partidárias que sempre seguem o projeto do PSDB e nem o apoio do maior nome do seu grupo o ex-governador Cássio Cunha lima. Pensando bem, os partidos seguem o projeto do PSDB o que eles fazem é não seguirem o projeto do senador Cícero Lucena. Posso está errado, no entanto, de uns dias pra cá, comecei a ver a insistência de Cícero em ser candidato, como puro marketing, ou seja, o homem quer ter o seu nome na mídia, pois sabe que não será candidato, já que não tem apoio suficiente para uma disputa eleitoral de tão grande dimensão.
O segundo candidato, que irei dizer algo é o prefeito de João Pessoa, o Ricardo Coutinho (PSB), ele antes era aliado de José Maranhão, como não viu a possibilidade do governador apoiá-lo para governador, ele lançou sua candidatura independente dos dois grupos tradicionais da política paraibana, provocando na classe média da Paraíba um grande entusiasmo em torno do seu nome, pois o mencionado candidato surgiu na política paraibana como “o novo” alguém que iria quebrar a rotina da permanência do poder na Paraíba das mãos dos maranhistas e cassistas. No entanto, logo “o novo” uniu-se ao maior símbolo do que ele se colocava contrário ao longo de sua carreira política, os DEMOCRATAS, e ainda afastou-se de alguns antigos aliados. Vamos ver a repercussão destes fatos em sua campanha eleitoral.
Por último, falo do atual governador e candidato a reeleição, José Maranhão que tem uma situação confortável sobre os seus adversários, no que diz respeito, ao bom relacionamento entre os seus aliados. Quero citar dois exemplos, para comprovar o que digo: o prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rêgo e o ex- governador Roberto Paulino. Tratando-se, do prefeito da maior cidade do interior paraibano, o governador tem muita sorte em ter um aliado como Veneziano, pois ele é o símbolo do futuro do PMDB e nunca questionou o projeto de José Maranhão em disputar a reeleição, já, que ele por ser o segundo maior nome da legenda poderia naturalmente questionar e até pressionar para ser candidato ao governo do estado. No caso, do ex-governador Roberto Paulino é impressionante o seu posicionamento em sempre defender acima de tudo a união partidária. Ou seja, aparentemente a paz reina no grupo de situação da política paraibana.
Por ter a união no seu grupo e ser o atual governador, acredito no favoritismo de José Maranhão, mas não aposto em ninguém, porque ainda não começou pra valer a campanha eleitoral. Vamos aguardar!