Saiba o que mudou na nova geração da Yamaha MT-09

Aproveitando a necessidade de adequar a emissão de poluentes ao Euro4, que passou a vigorar na Europa em janeiro de 2017, a Yamaha atualizou uma de suas naked mais importantes: a MT-09, que foi apresentada ao mundo em outubro de 2016, durante o Intermot, na Alemanha. Ela não mudou muito “por dentro” — quando falamos de motor e ciclística — ainda que tenha recebido aprimoramentos além do novo visual, para superar a versão anterior em alguns pontos.

No design, a mudança foi mais radical, mais alinhado com a musculosa MT-10. São muitos os novos detalhes, mas o destaque é o novo farol, em LED, praticamente o mesmo da MT-10. O assento também é novo, 5 mm mais alto que o anterior, com mais espuma para aprimorar o conforto. Como o subchassi está quase 20 mm mais curto, o assento também está um pouco mais estreito na parte dianteira, então ficou mais fácil alcançar o chão com os dois pés e conseguirmos “abraçar” melhor o tanque com os joelhos — e os baixinhos agradecem!

A nova Yamaha MT-09 2020 na cor Racing Blue© Motociclismo Online A nova Yamaha MT-09 2020 na cor Racing Blue 

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MAIS EQUILÍBRIO

Chassi e balança seguem os mesmos, mas as suspensões foram revisadas e apresentam um comportamento sensivelmente melhor. A dianteira ganhou ajuste de compressão, o que nos parece fundamental para conseguir extrair todo o potencial desta moto. Com isso, agora é possível ajustar a velocidade com que o garfo se comprime nas frenagens fortes, proporcionando um comportamento muito mais equilibrado quando pilotamos esportivamente. Os ajustes de pré-carga e extensão das molas seguem inalterados — regulagens importantes, especialmente em uma moto que possui um curso de suspensões pouco maior que o habitual na categoria.

Atrás, a evolução também é sentida quando rodamos com a renovada MT. O amortecedor recebeu nova calibragem, que somada à progressividade proporcionada pelas bieletas, evitam a instabilidade que o modelo anterior apresentava quando saíamos de uma curva fechada acelerando forte. Com esse novo pacote de suspensões, sumiu aquela sensação de excesso de flexibilidade anterior, e o comportamento da moto está muito mais neutro, até porque os freios continuam acima da média: potentes, consistentes e com ótimo tato.

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MESMO MOTOR, MAS APRIMORADO 

Entre os muitos elementos que dão personalidade à MT-09, o motor tricilíndrico em linha arrefecido a líquido e 847 cm³ é provavelmente o que mais se destaca. Continua absolutamente igual, com os mesmos componentes, modos de potência e controle de tração, mas, agora, soma-se a esse ótimo pacote um novo sistema de antibloqueio para a embreagem e um câmbio semiautomático (QSS) para subir de marchas com maior rapidez. O torque que o motor entrega a baixas rotações é espetacular, catapultando a MT-09 para a frente nas arrancadas, no entanto, a suavidade nas respostas continua não sendo o seu ponto forte.

A resposta ao acelerador é imediata, transmitindo potência e torque para a roda traseira ao mais mínimo movimento no acelerador, independentemente do modo de potência selecionado (A, B ou Std). Depois, sim, enquanto os giros sobem, sentimos uma entrega mais suave se optarmos pelo modo B, mas igualmente arisca nos modos A e Standard. Toda essa contundência a que nos referimos é, sem dúvida, um dos pontos fortes da moto já que nos proporciona altas doses de diversão, no entanto, pode ser um pequeno inconveniente para aqueles que gostam de uma pilotagem “fina” ou quando estamos no anda e para urbano. São 115 cv de potência máxima a 10.000 rpm, com pico de torque de exatos 8,92 kgf.m com 8.500 rpm.

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Seja como for, esse comportamento é intrínseco à configuração do tricilíndrico, com intervalo de ignição defasado em 120° e que, em boa parte, nos faz lembrar do “crossplane” da R1. Por sua vez, a nova embreagem antiblocante funciona de modo impecável, assim como o câmbio semiautomático, especialmente ao subir de marchas perto da rotação de corte e com o acelerador todo aberto. Em médias e baixas rotações o acionamento do câmbio também é preciso, mas mostrou-se um pouco mais duro que o ideal.

CONCLUSÃO

Além da atualização visual, com o novo assento e os acertos nas suspensões, a nova MT-09 ganhou em ergonomia e comportamento. Sentimos como se estivéssemos mais integrados ao conjunto graças à nova posição de pilotagem. Aumentou a sensação de controle sobre a moto, que ficou mais convidativa para explorar o grande potencial esportivo do tricilíndrico com arquitetura similar ao da R1. A nova MT-09 está disponível na rede de concessionárias da Yamaha. O preço público sugerido (sem frete) é de R$43.690 e sua garantia é de um ano sem limite de quilometragem.

 

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