‘AMIGO DE LONGA DATA’: Professor encontrado em canavial foi morto por pessoa próxima; assassino confessou

Lambert Cabral de Oliveira, de 51 anos, foi preso durante depoimento prestado na Central de Polícia Civil, em João Pessoa.

O homem suspeito de matar o professor de redação José Alves Dionísio foi preso nesta terça-feira (16), na Paraíba. O professor, que também é assessor pedagógico da Secretaria Municipal de Educação de João Pessoa, foi encontrado em um canavial com golpes de faca no pescoço, às margens da BR-101, em Santa Rita, na Grande João Pessoa. De acordo com o delegado Aldrovilli Grise, o homem é amigo do professor e confessou o crime.

Lambert Cabral de Oliveira, de 51 anos, foi preso durante depoimento prestado na Central de Polícia Civil, em João Pessoa. O delegado Aldrovilli informou que ele era muito próximo do professor e fazia parte do ciclo de relação da vítima. “Amigo de longa data”, declarou.

A última vez que o professor foi visto e teve contato com parentes e amigos foi às 23h do dia 4 de abril. Segundo o delegado Aldroville Grise, a Polícia Civil parentes e amigos foram intimados para colher informações sobre a vida do professor nos últimos dias.

Durante a investigação do crime, o delegado informou que já havia “indícios do local do crime, de que quem executou o professor teve a oportunidade de estar muito próximo”.

Câmeras de segurança flagraram o professor saindo de um prédio em um carro. A Polícia Civil ainda não sabe se havia outra pessoa no carro. Segundo o delegado, no bando do passageiro dianteiro não havia ninguém, mas, como os vidros de trás possuem revestimento fumê, não foi possível ver se havia alguém no banco de trás.

O professor José Alves Dionísio tinha mais de 30 anos de carreira em salas de aula, como professor de português e redação. Ele ensinou em escolas públicas e privadas.

Carro de professor é encontrado

O carro do professor foi localizado próximo a um supermercado, no bairro Esplanada, em João Pessoa, conforme informado pela Polícia Civil, no dia 6 de abril. O veículo foi encontrado próximo à BR-230 e recolhido para a Central de Polícia.

Uma perícia foi realizada no dia 9 de abril no carro do professor, e, segundo o delegado Aldrovilli Grisi, durante a perícia foram encontrados sangue em várias partes do carro, além de areia compatível com a do canavial. Conforme explica o delegado, os vestígios encontrados no carro condizem com o local do crime. “Pelo que pude entender da dinâmica interior do veículo, o crime não foi executado dentro do carro, mas sim no canavial”, disse Aldroville.

A perícia identificou marcas de sangue no volante, nos bancos do carro, nas portas e na marcha. No entanto, somente a perícia dos vestígios vai poder dizer se o sangue é da vítima ou do executor.

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