Ativista de Hong Kong vai a Berlim e pede solidariedade internacional

'Hong Kong se parece com Berlim Oriental durante a Guerra Fria', disse o jovem que foi um dos líderes do 'Movimento dos Guarda-Chuvas' de 2014

O militante pró-democracia Joshua Wong, de 22 anos, desembarcou na segunda-feira (9) à noite em Berlim, na Alemanha, e fez um apelo ao mundo por apoio ao movimento pró-democracia em Hong Kong.

“Espero que as pessoas do mundo inteiro apoiem o cidadãos de Hong Kong que lutam por liberdade e eleições livres”, declarou Wong ao jornal alemão “Bild”.

“Hong Kong se parece com Berlim Oriental durante a Guerra Fria”, disse Wong, antes de fazer um apelo aos “alemães que lutaram pela liberdade, em particular em Berlim”, de acordo com a France Presse.

Wong, um dos líderes do “Movimento dos Guarda-Chuvas” em 2014, participou em uma cerimônia no edifício do Bundestag, a Câmara Baixa do Parlamento alemão. Ele também se reuniu com o ministro alemão das Relações Exteriores, Heiko Maas.

Joshua Wong foi detido no fim de agosto, ao lado de outros líderes dos atuais protestos, mas foi liberado após o pagamento de fiança. Ele foi acusado de “incitar a participação em uma manifestação proibida” em 21 de junho.

No domingo (8), Wong anunciou que havia sido detido no aeroporto de Hong Kong quando retornava de Taiwan por ter violado as condições de sua liberação sob fiança.

Porém, a justiça liberou o ativista, alegando que sua detenção foi um erro de procedimento e que a liberdade sob fiança permitia viagens ao exterior.

Onda de protestos

Em 9 junho, começou uma série de manifestações populares pró-democracia no território semiautônomo motivada por um projeto de lei que previa a extradição de cidadãos de Hong Kong para julgamento na China.

Essa é considerada a crise mais severa em Hong Kong desde 1997, quando o território semi-autônomo foi devolvido pelo Reino Unido à China.

No início de setembro, a chefe-executiva de Hong Kong, Carrie Lam, anunciou a retirada completa do projeto, que já tinha sido suspenso no início de junho, em uma tentativa de conter os protestos. Porém, os manifestantes continuam nas ruas.

No domingo (8), o ato no distrito financeiro e de compras começou pacífico, mas, como tem acontecido, acabou com barricadas, quebra de vidraças e fogos na rua.

Eles pediram para que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atue para liberá-los do domínio chinês. Milhares de manifestantes cantaram o hino americano.

Com informações do G1

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