Ministério Público investiga servidores ‘fantasmas’ na Prefeitura de Pedra Branca

Entre os servidores está uma funcionária que ocupa o cargo de coveira em um cemitério da cidade e o pai do atual prefeito Allan Feliphe Bastos de Sousa, segundo denúncia do MPPB.

O Ministério Público da Paraíba abriu um inquérito civil para investigar pelo menos cinco servidores “fantasmas” na Prefeitura de Pedra Branca, no Sertão da Paraíba. De acordo com a denúncia apresentada ao MPPB, entre um dos servidores está uma funcionária que ocupa o cargo de coveira em um cemitério da cidade e que recebia salário sem trabalhar. Além da coveira, o pai do atual prefeito, Allan Feliphe Bastos de Sousa, também é citado como um possível servidor “fantasma”.

O prefeito negou a existência dos servidores fantasmas e disse que setores da oposição teriam criado a denúncia para tentar atrapalhar a administração municipal. “Eu jamais deixaria que isso acontecesse. Todos os servidores citados trabalham na prefeitura e são efetivos. Todos prestam serviço. Meu pai, por exemplo, é professor efetivo e está à disposição do Gabinete porque já foi prefeito e vereador da cidade e é uma pessoa com experiência administrativa”, afirmou Allan Feliphe.

Sobre a coveira citada na denúncia, o prefeito informou que a servidora fica encarregada de encaminhar as certidões e os sepultamentos que acontecem na cidade. “Ela trabalha sim e toma conta de toda a papelada de certidões na hora em que uma pessoa morre”, argumentou.

Segundo a denúncia apresentado ao Ministério Público, os servidores “fantasmas” recebiam sem prestar serviços ao município. O documento apresenta pelo menos cinco pessoas: os servidores Josemário Bastos de Sousa, que trabalharia em uma fábrica do tio do prefeito; o professor Antônio Bastos Sobrinho, pai de Allan Feliphe; a servidora Ivonete Bezerra Florentino, citada como coveira; Sabino Pereira, vigilante; e Reginaldo Silva, telefonista.

Ainda conforme o documento, a investigação teve início com a instauração de um Procedimento Investigatório Criminal, assinado pelo subprocurador-geral de Justiça Alcides Orlando de Moura Jansen.

Fonte: G1PB

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