Presa pela Calvário, Márcia recebeu R$ 100 mil de propina para facilitar infiltração de Orcrim no Conde

Presa na sétima fase da Operação Calvário, a prefeita do Conde e ex-secretária de Educação do governo de Ricardo Coutinho, Márcia Lucena, teve sua candidatura viabilizada financeiramente com recursos da propina da Orcrim às eleições de 2012 e 2016. A ex-secretária teria recebido R$ 100 mil de adiantamento e mais R$ 40 mil mensais após ter sido eleita para estender a atuação da organização criminosa para o município.

É o que afirma um dos trechos do documento responsável pelo pedido de prisão preventiva de 17 nomes envolvidos na ação criminosa, como o da própria prefeita e do ex-governador Ricardo Coutinho.

Na decisão do desembargador Ricardo Vital, Márcia é apontada como uma das principais responsáveis pela estruturação das fraudes na educação e como a escolhida para representar os interesses da organização criminosa no Poder Executivo municipal do Conde.

De acordo com as investigações do Ministério Público, a socialista teve sua candidatura viabilizada financeiramente com recursos da propina da Orcrim às eleições de 2012 e 2016 e após ganhar a eleição de 2016 teria facilitado a contratação de empresas envolvidas no esquema criminoso, como a Limpmax e a Brink Mobil. A empresa Limpmax, inclusive, é citada em um dos trechos do documento processual.

A decisão traz trechos de conversas que apontam não somente o conhecimento, mas a participação de Márcia nos crimes praticados pela organização. Confira:

 

 

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