VOTAÇÃO NESTA QUINTA: Relembre as acusações que o prefeito de Bayeux enfrenta

A Câmara de Bayeux julga nesta quinta-feira (23) mais um pedido de cassação do prefeito de Bayeux, Berg Lima. Berg – que foi preso em flagrante em 2017 recebendo R$ 4 mil em propina de um empresário fornecedor da prefeitura para liberar ao empresário o crédito de R$ 77 mil referente a um contrato – enfrenta desta vez a denúncia de pagamento irregular de adicional noturno a guardas municipais que trabalham durante o dia.

A votação é uma oportunidade da Casa Legislativa para fazer Justiça, visto que o número de irregularidades das quais o gestor público é acusado é enorme. Em uma das denúncias, por exemplo, o Ministério Público pediu a condenação de Berg Lima a mais de 1.500 anos. Isso mesmo. De acordo com o MP, Berg Lima é acusado de 128 crimes de responsabilidade.

Ele ainda chegou a ficar um ano e cinco meses afastado da gestão municipal, mas no final de 2018 uma decisão liminar do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) determinou o retorno de Berg ao cargo.

A decisão judicial aconteceu um ano e um mês depois da soltura do prefeito após julgamento de um habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

No diálogo gravado pelo Gaeco – que ficou conhecido como o caso do “dinheiro na cueca” -, o fornecedor pede a liberação do empenho. “Me dê uma ‘brechinha’ para eu trabalhar, homem, eu estou precisando de um fôlego”, diz o empresário.

“Coloque num envelope, por favor”, responde o prefeito Berg Lima antes de receber o valor da suposta propina.

Com as provas da corrupção, o gestor foi preso e levado para a sede do Gaeco e, em seguida, para a Central de Polícia, em João Pessoa. Segundo o delegado Lucas Sá, titular da Delegacia de Defraudações e Falsificações de João Pessoa (DDF), o prefeito preferiu ficar em silêncio durante o depoimento.

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