Nabor Wanderley foi o primeiro a implantar OS na Paraíba e terá que devolver R$ 10 milhões por danos ao erário

Quem pensa que o ex-governador Ricardo Coutinho foi o primeiro a usar uma organização social de forma irregular para gerir serviços públicos, se enganou. A reportagem do Expresso PB fez um levantamento que apontou o deputado estadual e ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley, como primeiro gestor a implantar esse tipo de sistema de forma irregular na Paraíba.

Um inquérito do Ministério Público Federal em Patos ajuizado em 2017 dá conta que de 2005 a 2008 o então prefeito de Patos contratou ilegalmente e realizou despesas sem comprovação junto às OS’s: Centro de Geração de Empregos (Cegepo) e Instituto de Desenvolvimento Socioeconômico, Científico, Ambiental e Tecnológico (Interset).

Na época, o Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE) apontou um dano ao erário correspondente a mais de R$ 18 milhões em valores atualizados. No final do ano passado, o MPF pediu que o deputado devolvesse R$ 10 milhões em recursos pelo esquema de contratação de servidores públicos através dessas organizações sociais.

Agora no final de 2019, o MPF denunciou novamente o parlamentar, desta vez por desvio de recursos públicos federais em favor da empresa Gondim & Rego, envolvida na Operação Andaime. As fraudes envolveram convênio da Prefeitura Municipal de Patos com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), de quase R$ 16 milhões, para reconstrução de 386 unidades habitacionais e restauração de outras 169 casas, como profilaxia para combate da doença de chagas.

 

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