Ricardo Coutinho, auditor do TCE e outros cinco são denunciados por fraudar auditoria

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) apresentou uma nova denúncia contra o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) no âmbito da Operação Calvário. A investigação apura a obtenção de informações pessoais e de familiares com o propósito de utilizar em desfavor, como uma forma de constrangimento. A primeira denúncia contra o ex-gestor foi apresentada à Justiça em 13 de janeiro.

Também são alvos da denúncia Gilberto Carneiro (ex-procurador do Estado), Livânia Farias (ex-secretária de Administração), Waldson de Sousa (ex-secretário de Saúde), Daniel Gomes (chefe da Cruz Vermelha), Richard Euller Dantas (auditor do TCE) e Ricardo Elias (ex-superintendente da Cruz Vermelha).

De acordo com o material levantado pelas investigações, o auditor do TCE-PB Richard Euler Dantas solicitou e recebeu R$ 200 mil de Ricardo Elias Restum – por intermédio de Daniel Gomes com o aval de Ricardo Coutinho, Livânia Farias, Waldson de Souza e Gilberto Carneiro – para que as auditorias do Hospital de Trauma de João Pessoa fossem favoráveis, ou seja, não identificasse nenhuma irregularidade.

“A forma como ocorriam as fiscalizações demonstrava algo além do cumprimento do dever legal, consubstanciado na identificação de irregularidades, pois o auditor tentava determinar diretamente atos de gestão nas ações da administração do Hospital, em especial, definir o que deveria ser terceirizado e até mesmo com ingerência direta para que fossem contratadas empresas por ele indicadas. Por outro lado, caso não fossem acatadas as imposições, o auditor, em retaliação, majoraria problemas e apontaria irregularidades nos serviços prestados o que, por consequência, acarretaria imputação de débitos aos gestores”, diz um trecho da denúncia.

Diante disso, Ricardo, segundo a denúncia, orientou que Waldson, Gilberto e Livância “resolvessem” o problema. “A solução encontrada pela cúpula do governo foi acionar Daniel Gomes para que o mesmo providenciasse detalhada investigação sobre todos os conselheiros e parte dos auditores do TCE, bem como seus familiares”.

Diante das irregularidades encontradas, o MPPB requereu à Justiça perda dos cargos, emprego ou função pública ou mandato eletivo, além da fixação de reparo de R$ 223 mil por danos morais e coletivos.

Com informações do Mais PB

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