Agência de Inteligência do governo federal alerta para impacto do coronavírus no SUS

Algumas horas depois do presidente da República, Jair Bolsonaro, minimizar a pandemia do coronavírus, pedir que brasileiros voltem à rotina e voltar a chamar de “gripezinha”, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) alertou para o surto de coronavírus no país daqui a duas semanas e a necessidade de ampliação do sistema de saúde.

De acordo com o relatório da Abin, um dos cenários da doença – produzido a partir das experiências de outros países com adaptações locais – aponta para mais de 5,5 mil mortes até o dia 6 de abril.

Outro ponto de destaque do relatório do órgão é a necessidade de ampliação de leitos em UTI’s no país. Dentro de duas semanas, o prognóstico é que cerca de 5% dos leitos de internação no país sejam destinados somente a pacientes infectados com o coronavírus.

Segundo as projeções da Agência, somente em São Paulo são esperados quase 80 mil casos dentro de duas semanas. Os estados do Rio de Janeiro, Ceará, Distrito Federal e Rio Grande do Sul devem ser outros grandes epicentros de contágio da doença.

Seguem abaixo mais algumas informações prestadas pela Abin sobre o vírus no Brasil:

  • Com autorização dada ontem pela Comissão Nacional de Ética e Pesquisa, do Conselho Nacional de Saúde, um grupo de hospitais liderado pelo Hospital Albert Einstein iniciará teste em pacientes com COVID-19 a partir do medicamento hidroxicloroquina, que apresentaria potencial de cura ao vírus. Os resultados podem ser apresentados em dois meses.
  • Foi publicada nesta segunda-feira (23 mar. 2020) pelo Ministério da Saúde portaria que autoriza o uso de telemedicina para atendimento de pacientes com coronavírus.
  • A Anvisa aprovou três novos testes de detecção do COVID-19. Um deles é feito a partir de amostras de sangue que busca anticorpos. Com isso, são 11 testes aprovados no Brasil.
  • A OMS declarou que o medicamento cloroquina será incluído em uma pesquisa clínica global para avaliar o potencial tratamento do coronavírus. A OMS afirmou que alguns países concordaram em participar da pesquisa clínica: Argentina, Bahrein, Canadá, França, Irã, Noruega, África do Sul, Espanha, Suíça e Tailândia.

Veja o documento completo aqui:

Abin-Documento-23-MarçO (1)

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