‘NÃO VIAJE PARA O BRASIL’: Embaixada dos EUA alerta americanos sobre ‘riscos’ do Brasil e desencoraja visitas

“Não viaje para o Brasil devido à covid-19“. É assim, de forma taxativa, que começa o último comunicado da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília com recomendações para cidadãos americanos que queiram ou precisem visitar o país. Há alertas sobre favelas e quatro cidades-satélite no Distrito Federal por risco de violência.

Eis o resumo do país (“country summary“) descrito pela embaixada em termos de segurança:

“Crimes violentos, como assassinato, roubo a mão armada e sequestro-relâmpago são comuns em áreas urbanas, dia e noite. Atividades de gangues e do crime organizado estão espalhadas. Assaltos são comuns. Funcionários do governo americano estão desencorajados a usar ônibus públicos, municipais em todas as partes do Brasil por causa do elevado risco de roubo e assalto a qualquer hora do dia e especialmente à noite”.

As advertências foram publicadas no site do Departamento de Estado, que atualiza periodicamente advertências para viajantes americanos. Na quinta-feira da semana passada, um novo comunicado avisa que, apesar da reabertura das fronteiras aéreas, o Brasil “continua experimentando números elevados de casos de covid-19” e o governo americano mantém a recomendação de destino a ser evitado.

Além disso, a embaixada recomenda “cuidado ampliado no Brasil devido ao crime” e faz três citações específicas sobre aonde não ir. Uma são favelas e comunidades, em geral, a qualquer hora do dia. Outra se refere a quatro cidades-satélites de Brasília – Ceilândia, Paranoá, São Sebastião e Santa Maria – das 18h às 6h. E menciona faixas de fronteira com Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Guiana, Suriname, Guiana Francesa e Paraguai. Há apenas duas exceções: “Isso não se aplica ao Parque Nacional de Foz do Iguaçu e ao Parque Nacional do Pantanal”.

Estar atento ao que acontece nas proximidades, não resistir a qualquer tentativa de assalto, evitar caminhadas nas praias depois de escurecer e redobrar a vigilância saindo de caixas eletrônicos são algumas das recomendações feitas pela Embaixada aos turistas americanos.

No caso de favelas, o alerta é de que não devem ser visitadas nem mesmo com guias turísticos. Nem a polícia, afirma a Embaixada, pode garantir a segurança nas comunidades. O aviso explica que elas não têm entradas ou divisões bem delimitadas de outras áreas da cidade. “Mesmo naquelas comunidades que a polícia ou os governos locais consideram seguros, a situação pode mudar rapidamente e sem notificação”, afirma.

Quanto à pandemia, o comunicado lembra que houve flexibilização da entrada de estrangeiros nos aeroportos desde o fim de julho. Uma portaria interministerial – da Casa Civil, Ministério da Justiça, Ministério da Saúde e Ministério da Infraestrutura – liberou a visita de turistas internacionais, desde que tenham seguro de saúde cobrindo todo o período da estadia no Brasil, mas sem a necessidade de apresentar testes negativos de covid-19 e de se submeter a quarentena.

A embaixada pondera que, na volta aos Estados Unidos, cidadãos americanos que tenham visitado o Brasil devem ficar em isolamento por 14 dias – conforme instruções do Centro de Controle de Doenças. A missão diplomática avisa que, como existem voos comerciais operando entre os dois países, não tem se responsabilizado pela repatriação de indivíduos.

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