Conselheiro do Sport critica visita de Gil do Vigor ao estádio: ‘Agora vão achar que aqui só tem viado, só tem bicha’

“1,2 milhões de visualizações. Arretado! 1,2 milhões de pessoas achando que o Sport só tem viado, só tem bicha. Vai vender é camisa. A viadagem todinha vai comprar… Vai ser lindo!”, são trechos da fala do advogado Flávio Koury conselheiro do Sport Clube do Recife em um grupo de Whatshap ao criticar Gilberto, o Gil do Vigor, ex-BBB que conquistou o Brasil inteiro com sua história de vida, seu jeito descontraído e sua paixão pelo clube. O motivo dos comentários? Ao que parece, Flávio achou que Gil ter coreografado o “tchacki tchacki” dentro da Ilha pegou “mal demais” para o time.

As palavras do conselheiro causaram, é claro, revolta entre os membros do Conselho Deliberativo do Sport. Um deles é o deputado estadual Romero Albuquerque (PP), que solicitou a expulsão de Flávio do quadro de conselheiros. “Fiz a solicitação formal porque este senhor não pode representar o Sport. Ele não tem respeito por ninguém, ofende diretores, técnicos, jogadores e, agora, parte da nossa torcida. Não há espaço para quem pensa dessa forma”, criticou.

De acordo com Romero, o advogado ainda afirmou que se Gil “tivesse feito essa dancinha na casa dele ou no bordel” não estaria nem aí. “Foi dentro da ilha do retiro, né rapaz? Isso é uma desmoralização! É isso que estamos vivendo. Não tem mais respeito por pai e filho. É a depravação!”, teria continuado. Flávio Koury ainda completou dizendo que o jeito irreverente que conquistou o Brasil seria retrato do que o “PT deixou pra gente”.

Os comentários foram completamente rechaçados pelos demais conselheiros, que pediram mais respeito. Os protestos foram seguidos por uma chuva de ofensas, xingamentos e novos comentários homofóbicos. “Eu não preciso das pessoas para ter emprego. Nesse conselho, só tem viado”, disse em resposta ao deputado Romero Albuquerque.

“Inaceitável que alguém tenha esse pensamento em 2021. O Sport é de homossexuais, dos brancos, pretos, índios, das dancinhas, dos telespectadores do BBB, de todos. Será possível que agora um torcedor não pode ser quem ele é? As aberrações ditas por esse senhor não podem ser esquecidas. A diversidade faz parte da democracia; pensamentos anacrônicos, não”, o deputado concluiu.

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