CONTAGEM REGRESSIVA: Estudantes que seguem acorrentados em reitoria da UFPB tem 24h para desocuparem local

A Polícia Federal esteve na manhã desta quinta-feira (19) para fazer cumprir a reintegração de posse da Reitoria da Universidade Federal da Paraíba. A PF deu um prazo aos estudantes para  desocuparem o local. A informação foi confirmada pelo professor Fernando Cunha, presidente da Aduf, sindicato dos docentes da UFPB. Segundo ele, foi dado um prazo de 24 horas para que os alunos deixem o local.

Ele informou ainda que hoje, às 17h, vai ter uma reunião, na Aduf, com a PF e representantes dos estudantes, que vão discutir como vai ser o procedimento, para que ele ocorra de forma tranquila.

“Foi uma conversa de negociação, boa, sem truculência e com perspectiva de ser resolvido isso ainda hoje”, disse Fernando Cunha sobre o encontro de hoje.

A Justiça Federal determinou no último dia 10 que os estudantes que estão acorrentados na entrada da Reitoria da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) deixem o local.

A decisão foi do juiz federal Bruno Teixeira de Paiva, da Segunda Vara Federal da Paraíba, que acatou o pedido de reintegração de posse no campus I da UFPB feito pela própria universidade.

Desde a noite do último dia 5 os estudantes se acorrentaram na porta da Reitoria em protesto contra a nomeação do professor Valdiney Veloso Gouveia. Os estudantes afirmaram na ocasião que só iriam sair com a revogação da nomeação de Valdiney para reitor da instituição.

A UFPB alegou que “os invasores estão impedindo o ingresso e o livre trânsito de servidores, terceirizados, demais alunos e pessoas em geral, mediante ameaças e colocação de cadeados nos portões”.

No processo, a UFPB acusou os professores de provocarem “desordens e tumulto que podem resultar em danos à integridade física dos servidores, transeuntes da região, dos próprios manifestantes, bem como danos ao patrimônio da UFPB”.

Em seu despacho, o juiz disse “foi comprovado risco para o patrimônio com a ocupação do prédio e dano social, já que o direito à educação e ao trabalho dos servidores está sendo prejudicado”.

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