Egípcios e brasileiros sobem hashtag contra médico: ‘Responsabilizem o assediador’ – ENTENDA CASO

O Ministério do Interior do Egito informou que prendeu um youtuber brasileiro que assediou uma vendedora na cidade de Luxor, no sul do país, localizada as margens do Rio Nilo. Em um vídeo publicado em suas próprias redes sociais, o médico Victor Sorrentino faz comentários sexistas e de cunho sexual contra a mulher.

Ao comprar papiro, folha de madeira usada para escrita no Egito Antigo, Victor iniciou as gravações no centro comercial e fez as declarações. “Elas gostam é do bem duro, bem duro! Cumprido também fica legal, né?”, disse ele na gravação.

A trabalhadora riu, sem entender o que ele estava afirmando em português. Após a postagem, as imagens circularam nas redes sociais do país, e as autoridades receberam denúncias da população. De acordo com o governo egípcio, ele será apresentado ao Ministério Público. Pelas redes sociais, antes de ser detido, ele pediu desculpas pelo episódio.

Com quase 1 milhão de seguidores nas redes sociais, no Brasil, Victor é defensor do “tratamento precoce” contra a covid-19, com uso de medicamentos como cloroquina e ivermectina, que não tem eficácia contra a doença. Ele se declara apoiador do presidente Jair Bolsonaro.

Usuários do Twitter do Egito e do Brasil subiram, neste domingo (30/5), a hashtag “حاسبوا_المتحرش_البرازيلي“, que significa “responsabilize (ou julgue) o assediador brasileiro”. O movimento começou com mulheres egípcias, cobrando punição ao brasileiro.

A esposa de Sorrentino saiu em defesa do marido em uma rede social, afirmando que as pessoas veem “maldade em absolutamente tudo”.

“O mundo está cada vez mais complexo, as pessoas vendo maldade em absolutamente tudo, mas nossa vida sempre se volta à simplicidade, ao olhar tudo pelo lado positivo e tentar não julgar”, escreveu Kamila Monteiro.

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