IMUNIZAÇÃO: Paraíba começa vacinação contra poliomielite e espera vacinar 95% das crianças

A partir desta segunda-feira (5), começa a nova etapa para imunização contra a Poliomielite e atualização da Carteira de Vacinação na Paraíba. Agora, a vacina contra a Febre Amarela também faz parte do calendário multivacinação no estado.

A proposta inicial era que a vacinação acontecesse em agosto, mas isso foi adiado por causa da pandemia do novo coronavírus. A meta é vacinar todas as crianças de 9 meses a menores de 5 anos em todo o estado. A avaliação da cobertura vacinal tem meta de atingir 95%.

Já para multivanicação, o público-alvo são as crianças e adolescentes menores de 15 anos.

Febre amarela – Todos os estados do Nordeste terão essa vacina à disposição da população, mesmo sem ser uma região endêmica. A inclusão da vacina foi aprovada na Comissão Intergestores Bipartite.

Para que essa vacina seja incluída no calendário vacinal, mais de dois mil enfermeiros e técnicos em enfermagem passaram por um webtreinamento com representantes da direção do Núcleo de Imunização da Secretaria do Estado da Saúde. “Por causa da pandemia, foi feita a reorganização do cronograma do processo de qualificação para atividade on-line, mas mantendo todo o conteúdo e repasse das informações necessárias para que tudo ocorra bem a partir de agora”, disse Isiane Queiroga, chefe do Núcleo de Imunização.

Essa é, reconhecidamente, uma das vacinas mais eficazes e seguras, mas é bom lembrar que podem acontecer reações adversas. Esses eventos adversos associados à Vacina da Febre Amarela podem ocorrer como reações locais e sistêmicas, estas últimas variando de moderadas a graves.

Nos últimos anos, o aumento do risco de ocorrência de Febre Amarela em centros urbanos, decorrente da expansão da densidade e distribuição urbana do Aedes aegypti, levou os órgãos de saúde pública do Brasil a considerarem a ampliação da vacinação para todo o país.

O que é? – Febre Amarela é uma doença infecciosa aguda, febril, de etiologia viral, que ocorre essencialmente nas áreas tropicais da América do Sul e África subsaariana, apresentando alta letalidade que varia de 20-50% nas formas graves. A doença pode ser prevenida por uma vacina de vírus vivo e atenuado, preparada a partir da linhagem 17DD, que induz soroconversão em mais de 95% dos indivíduos vacinados.

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