MISS BRASIL 2020: Concurso aconteceu sem plateia e teve 4 jurados

Nesta quinta-feira (20), a gaúcha Julia Gama foi anunciada a “Miss Brasil 2020”! Ao contrário de anos anteriores, a coroação ocorreu em uma cerimônia sem plateia, na qual Júlia Horta – “Miss Brasil 2019” – passou a faixa para sua sucessora.

Como foi feita a escolha?

Por conta da pandemia do coronavírus e uma recomendação da “Miss Universe Organization”, o concurso do “Miss Brasil 2020” teve de acontecer de modo não-convencional. Desta vez, uma comissão formada por integrantes da Organização Miss Brasil ficou a cargo de escolher a nova representante da beleza brasileira. Os jurados foram: o empresário Winston Ling, novo franqueado do “Miss Brasil”; Ricardo Godoy; o missólogo Roberto Macedo; e os cineastas Débora Gobitta e Messina Neto.

A vitória de Julia Gama foi revelada durante uma transmissão do canal “U_MissBrasil”, com um anúncio feito pela atual “Miss Universo”, a sul-africana Zozibini Tunzi. Devido às precauções e cuidados na prevenção da Covid-19, apenas Júlia Horta e o apresentador Roberto Macedo compareceram à coroação. Agora, Julia Gama poderá concorrer ao “Miss Universo 2021”, que será realizado no primeiro trimestre do ano que vem, nos Estados Unidos.

Quanto à vitória da nova Miss Brasil, Winston Ling afirmou que sempre apostou na modelo. “Antes mesmo de eu ter assinado o contrato de franquia, já tinha iniciado o processo de escolha da nova Miss. Julia sempre foi minha escolha, porque ela representa o pacote completo para uma Miss”, contou o empresário, que conheceu a gaúcha em 2017.

Quem é a “Miss Brasil 2020”?

Julia Gama tem 27 anos, é de Porto Alegre, e cursou até o terceiro ano da graduação de Engenharia Química, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mas optou por investir em seu potencial artístico. Em 2014, ela foi eleita “Miss Mundo Brasil”, representando o país no concurso “Miss World”. A partir de então, a gaúcha seguiu se dedicando às causas sociais nacionais e internacionais, até que se mudou para a China, em 2016 – onde investiu na sua carreira como atriz, trabalhou como modelo de marcas asiáticas e morou até os últimos três anos.

Fluente em inglês, espanhol e mandarim, Julia contou ao hugogloss.com que espera que sua vitória sirva como encorajamento a muitos brasileiros. “É um ano que eu quero, através do meu trabalho, encorajar as pessoas a acreditarem em si mesmas, no poder do trabalho e da dedicação”, declarou ela. “Meu principal triunfo é a consciência da responsabilidade do título que eu estou assumindo. Esse é um ano, pra mim, de serviço ao Brasil, aos brasileiros, às mulheres de todo o mundo”, antecipou.

Mesmo não tendo participado da competição em seu formato tradicional, a Miss se sente muito confiante com seu novo título. “Saber que eu fui escolhida é algo extremamente especial, porque eu sei que fui escolhida por quem eu sou. Isso me dá uma confiança muito maior. Realmente me sinto muito preparada para assumir esse compromisso. Não sinto que eu preciso provar tudo que eu apresentei no concurso – eu sou tudo o que eles avaliaram, e eles me escolheram por isso”, disse ela.

Gama falou ainda que não sabia que estava sendo avaliada como candidata, ao contar detalhes da escolha feita pela comissão: “A organização levantou alguns nomes de possíveis candidatas, com potencial para o ‘Miss Universo’, e analisaram profundamente a nossa história de vida. Eles buscaram detalhes, currículo profissional, nossas experiências, nossos posicionamentos nos últimos anos em diversos meios, e tudo isso foi feito sem a gente saber”.

Julia também falou de como seu nome chegou aos jurados. “Eu conheci o senhor Winston Ling, que é o atual proprietário da franquia Miss Brasil, em 2017, em um evento de caridade na Itália“, mencionou ela, sobre o início da amizade com o empresário. “O senhor Winston, então, me ligou para comunicar que ele, junto com uma comissão, tinham avaliado algumas meninas e me escolheram para representar o Brasil”, citou.

Adepta aos esportes desde a infância, Julia afirmou nunca ter pensado em ser Miss antes – até o incentivo de uma amiga, em 2010. Hoje, já eleita como a representante oficial do Brasil, ela revela que as figuras femininas de sua família são suas maiores inspirações: “Minha mãe, uma mulher forte, que não abria mão de ocupar seu espaço, e minha avó, que criou uma família inteira sozinha”.

Hugo Gloss: Como você acha que pode representar bem o país, quais seus principais triunfos?

Julia Gama: Eu sou uma brasileira extremamente apaixonada pelo nosso país, tenho muito orgulho de ser brasileira. Independente ou não de estar carregando o título, desde sempre, eu tive o comprometimento de saber que, como brasileira, eu represento o meu país onde eu vou. Quando eu morava no exterior, por exemplo, eu tinha consciência que a minha conduta, as minhas ações, a maneira como eu me posiciono refletiriam em como as pessoas vão pensar sobre o meu país.

Se na minha vida normal eu já tenho essa consciência, agora que eu assumo o título de Miss Brasil, isso é exponenciado. É uma responsabilidade muito grande, mas pra mim também é uma grande honra. Sinto que a minha história me preparou para esse momento, me deu as ferramentas e as habilidades que eu preciso para desempenhar bem meu papel agora.

Eu tenho um dos maiores títulos de beleza do Brasil, que é o “Miss Mundo Brasil”, fui pro “Miss World”, ambos em 2014; no mesmo ano ganhei o prêmio de “Beleza com Propósito”, em Londres, pelo projeto que eu desenvolvo, internacionalmente, na luta contra a hanseníase; investi na minha carreira de atriz e todas as experiências profissionais que eu tive me dão uma desenvoltura, uma preparação, para enfrentar diferentes situações.

Tive a oportunidade de aprender e praticar muitas línguas, o que me dá mais autonomia na hora de me comunicar, e acredito que isso seja uma das coisas mais importantes que eu tenha, a fluência em inglês, espanhol e mandarim. Eu vou fazer isso com todo o meu amor. Acho que meu principal triunfo é a consciência da responsabilidade do título que eu estou assumindo. Esse é um ano, pra mim, de serviço ao Brasil, aos brasileiros, às mulheres de todo o mundo. É um ano que eu quero através do meu trabalho, encorajar as pessoas a acreditarem em si mesmas, no poder do trabalho e da dedicação.

HG: Dessa vez, temos uma indicação de uma comissão, ao contrário de um concurso propriamente dito. Você já participou e venceu outros concursos tradicionais, com esquemas de votação. Existe alguma diferença na sensação? Como lida com isso e com sua própria confiança?

JG: A questão da pandemia fez com que o concurso se reinventasse, se adaptasse ao momento. E ser escolhida para ser a Miss Brasil dessa forma – que eles chamam de biônica, sem ter oficialmente uma competição – me deixou com uma sensação muito boa. Em um concurso, são meses de preparação, de muito estudo, provas eliminatórias para mostrar suas habilidades para os jurados, você escolhe o que quer mostrar, há uma estratégia.

Da maneira como foi feita a escolha deste ano, a organização levantou alguns nomes de possíveis candidatas com potencial para o Miss Universo, e analisaram profundamente a nossa história de vida. Eles buscaram detalhes, currículo profissional, nossas experiências, nossos posicionamentos nos últimos anos em diversos meios, e tudo isso foi feito sem a gente saber. Foi uma avaliação isenta, e saber que eu fui escolhida é algo extremamente especial, porque eu sei que fui escolhida por quem eu sou. Isso me dá uma confiança muito maior. Realmente me sinto muito preparada para assumir esse compromisso. Tô extremamente confiante. Tenho muito orgulho dizer que sim, nós temos muitas chances de ganhar o título de “Miss Universo 2020”. E eu vou trabalhar com todo o meu eu pra trazer essa coroa pro Brasil.

HG: Como seu nome chegou até eles?

JG: Eu conheci o senhor Winston Ling, que é o atual proprietário da franquia Miss Brasil, em 2017, em um evento de caridade na Itália. Junto com a Miss Itália, somos fundadoras de uma ONG, que envolve várias misses do mundo todo e que promove eventos beneficentes em diferentes partes do mundo para ajudar regiões em estados de emergência. Ele estava junto com a Miss China, e eu, na época, morava na China também. Conversamos muito na ocasião, dois brasileiros gaúchos, morando na China, e mantivemos contato desde então. Eu, por diversas vezes, recorri a ele para saber como abrir minha empresa lá, gerenciar meus negócios, e ele sempre me orientou muito bem nos três anos em que eu morei na China.

Em fevereiro deste ano, recebi uma ligação dele me convidado para conhecer um projeto dele do “U_MissBrasil”, um canal que ele queria lançar, focado em beleza e concursos. Em uma das conversas, contei pra ele que a franquia do Miss Brasil estava sem dono desde 2019, e que a franquia poderia ajudá-lo com o canal. Só em maio, veio a notícia que ele tinha conseguido a franquia. Eu fiquei muito feliz, porque sei da seriedade dele e a gente merecia uma organização séria, que seguisse respeitando todas as meninas participantes.

Com a pandemia, a organização do Miss Universo autorizou as franquias a escolherem as eleitas de cada país, sem a realização do concurso. O senhor Winston, então, me ligou para comunicar que ele, junto com uma comissão, tinham avaliado algumas meninas e me escolheram para representar o Brasil. Foi extremamente chocante pra mim, porque é um sonho muito grande. Desde então, comecei a reestruturar minha vida pra assumir esse título, voltar mesmo pro Brasil, pra assumir esse compromisso.

HG: E qual sua inspiração como Miss?

JG: A minha inspiração sempre foi em pessoas de verdade, que compartilhavam suas histórias e me mostravam que é possível se superar. Pessoas que, não importa de onde vêm, correm atrás do sonho e criam oportunidades. Mas, de maneira geral, eu acabo me inspirando mais em pessoas que são mais próximas. Primeiramente, minha mãe, uma mulher forte, que não abria mão de ocupar seu espaço, e minha avó, que criou uma família inteira sozinha.

Mostre mais
Fechar