OPERAÇÃO FAMINTOS: Empresário e diretoras de escolas são ouvidos pela Polícia Federal, pelo MPF e o CGU nesta quarta

Empresário investigado na ‘Operação Famintos’ e diretoras de escolas municipais de Campina Grande serão ouvidos nesta quarta-feira (19), por representantes da Polícia Federal, Ministério Público Federal (MPF) e Controladoria Geral da União (CGU), no caso que investiga fraudes milionárias na distribuição da merenda escolar em Campina Grande, por parte de uma ‘Orcrim’ na gestão do prefeito Romero Rodrigues (PSD) e do seu vice-prefeito Enivaldo Ribeiro (PP).

Segundo os bastidores, serão 15 outivas, dentre as quais está a do empresário Azuilo Santana de Araújo Filho, que está sendo investigado de integrar a quadrilha, além de diretoras de escolas municipais. Recentemente a Polícia Federal apresentou conversas de um grupo de Whatsapp, onde os empresários debatiam como seriam feitos os supostos desvios de recursos.

De acordo com o relatório da Polícia Federal, as conversas no grupo criado pelos empresários no WhatsApp foram encontrados por agentes do Núcleo de Inteligência da PF, após os aparelhos celulares dos investigados Flávio Souza Maia e Marco Antônio Querino da Silvana passarem por perícia.

Segundo o documento, o grupo no aplicativo de mensagens foi criado no dia 13 de dezembro de 2018, às 7h40, por Marco Antônio Querino. Mas o primeiro diálogo captado pelos investigadores tem a data de 19 de fevereiro deste ano. Ainda conforme o relatório, estavam como membros do grupo no WhatsApp os empresários Flávio Souza Maia, Marco Antônio Querino da Silva, Severino Roberto Maia de Miranda, o vereador Renan Maracajá, Frederico de Brito Lira, Angelo Felizardo e Azuilo Santana de Araújo Filho, além de uma outra pessoa não identificada pelos policiais.

DIÁLOGOS DOS EMPRESÁRIOS NO GRUPO
O relatório de inteligência da PF descreve vários diálogos entre os participantes do grupo. A maior parte deles é voltada para a marcação de um encontro entre os empresários, que aconteceria em um restaurante de Campina Grande e teria como objetivo discutir a distribuição da merenda escolar na cidade.

Em um dos diálogos, interceptados pela Polícia Federal, o empresário Frederico de Brito Lira alerta os membros para a necessidade de apagarem as mensagens postadas. “Eu queria só fazer uma observação. Pessoal, tudo isso aí, por gentileza, nunca é demais lembrar, apaguem de imediato, está certo? Acho que é o mínimo que a gente tem que fazer, cada um tem que responder pela sua parte. Não fica nada aqui, nem nos aparelhos de cada um. Vamos apagar tudo. Segunda-feira a gente conversa. Felicidades a todos.”, escreve o empresário no grupo. Para a Polícia Federal, a postura demonstra a preocupação de Frederico de Brito Lira com as mensagens que poderiam ser colocadas no grupo e revelariam as fraudes.

OPERAÇÃO FAMINTOS
A Operação Famintos investiga fraudes em licitações para a distribuição da merenda escolar em Campina Grande. No total, 16 pessoas já foram denunciadas pelo Ministério Público Federal. A operação já teve três fases, sendo a última delas deflagrada no dia 26 de setembro deste ano. Na operação se investiga que investiga fraudes milionárias na distribuição da merenda escolar em Campina Grande, desvios milionários por parte de uma ‘Orcrim’ na gestão do prefeito Romero Rodrigues (PSD) e do seu vice-prefeito Enivaldo Ribeiro (PP).

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