RACISMO OU BIPOLARIDADE? Mulher ofende rapaz negro em agência bancária de João Pessoa e família dela alega problemas psicológicos

Ela foi indiciada por racismo e injúria racial, em João Pessoa. Agressão verbal foi flagrada em vídeos, que repercutiram nas redes sociais.

Uma mulher foi indiciada por racismo e injúria racial nesta segunda-feira (30), após agredir verbalmente um homem, Daniel Lima, e dizer que “odeia a raça negra”, em dois estabelecimentos de João Pessoa. As agressões verbais foram flagradas em vídeos, que repercutiram nas redes sociais. Segundo o delegado da Polícia Civil, Marcelo Falcone, o inquérito está no cartório da delegacia para remessa ao judiciário e mais detalhes sobre o documento não podem ser dados.

Conforme a assessoria do Ministério Público da Paraíba (MPPB), o indiciamento ainda não chegou ao MPPB e por ser muito recente, pode levar alguns dias para chegar.

A vítima é Daniel Lima, bugueiro e guia turístico. Ele registrou um Boletim de Ocorrência na Central de Polícia e de acordo com o documento, Luzia Sandra de Medeiros Dias Benjamim também teria dito que ele deveria estar na senzala.

Daniel contou que chegou na agência para fazer um depósito e, enquanto estava fazendo o procedimento, a mulher estava na fila para outro atendimento. “Ela perguntou porque o banco havia fechado com alguém da raça negra”, conta ele. Luzia se referia a uma pessoa negra que estava na propaganda da agência. “Ela começou a fazer insultos e perguntei o que houve. Ela disse: você é um negro bandido, você é um negro safado”, disse o homem sobre as agressões.

Um vídeo gravado dentro de uma agência bancária mostra Daniel Lima sendo agredido verbalmente com gritos. Nas imagens, que foram gravadas por alguém que estava no local, a mulher diz: “Sou a maior racista do planeta terra, odeio a raça negra”.

Em um segundo vídeo, a mulher chama negros de “pior raça”, em um local diferente do primeiro vídeo. Ela está na fila do caixa de uma loja no Centro da capital. “Raça negra para mim é a pior raça. Olhe, seja homem, seja mulher, seja menino, seja o que for, raça negra não presta”, disse a mulher no vídeo.

Após a ocorrência, Luzia chegou a ficar detida na carceragem da Central de Polícia Civil, mas foi liberada após pagar uma fiança de R$ 350. O marido dela apresentou um laudo, emitido pelo psiquiatra da família, que diz que a mulher tem um quadro de transtorno afetivo bipolarbio. O documento foi incorporado ao inquérito.

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