“Se algo estiver errado, apuraremos”, diz Bolsonaro ao falar sobre Covaxin

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta 5ª feira (24.jun.2021) que o governo tem o compromisso de apurar “se algo estiver errado“, mas que está a 2 anos e meio sem atos de corrupção. O presidente citou que o Brasil não recebeu “uma dose sequer” da Covaxin, vacina indiana alvo de suspeitas de irregularidades em seu contrato de acordo com o deputado Luis Miranda (DEM-DF).

O governo está completando 2 anos e meio sem uma acusação sequer de corrupção. Não adianta inventar vacina porque não recebemos uma dose sequer dessa que entrou na ordem do dia da imprensa ontem. Nós temos o compromisso [de que] se algo estiver errado, apuraremos. Mas, graças a Deus, até o momento graças a qualidade de nossos ministros não temos um só ato de corrupção em 2 anos e meio. Quem podia esperar isso daí?”, declarou em evento em Jucurutu, no Rio Grande do Norte.

O Planalto afirma que as vacinas negociadas ainda não foram pagas e que não houve superfaturamento na compra de R$ 20 milhões de doses acordadas. O ministro Onyx Lorenzoni (Secretaria Geral) afirmou na 4ª feira (23.jun) que Miranda e seu irmão, o servidor Luis Ricardo Miranda, serão investigados por denunciação caluniosa.

Mais cedo, o ministro disse em entrevista à Rádio Bandeirantes que o ex-ministro Eduardo Pazuello e o então secretário executivo da pasta, Elcio Franco, investigaram o contrato de aquisição da Covaxin, a pedido de Bolsonaro, e não identificaram “nada” de irregular.

VOTO IMPRESSO

Defensor do voto impresso e “auditável”, Bolsonaro também voltou a dizer que se o Congresso aprovar a PEC (proposta de emenda à Constituição) sobre o assunto, a medida será implementada já em 2022. “Se passar por lá [no Congresso] e for promulgada essa PEC, nós teremos voto impresso no ano que vem. E, como eu e o Parlamento encarnamos a vontade popular, essa vontade será feita no ano que vem. Sempre ouvi que a democracia não tem preço. Temos recurso para comprar as urnas com suas respectivas impressoras”, declarou.

No evento, o presidente também disse que “não tem que dar entrevista” e “não tem que responder perguntas de muitos idiotas“. Na 2ª feira (21.jun), Bolsonaro ofendeu uma jornalista de uma afiliada da Globo no interior de São Paulo.

BARRAGEM DE OITICICA

O presidente Jair Bolsonaro participou nesta 5ª feira de uma visita técnica à Barragem de Oiticica, em Jucurutu (RN). O empreendimento vai receber as águas do Eixo Norte do projeto de integração do Rio São Francisco. O governo anunciou que vai liberar mais R$ 38 milhões para garantir a sua continuidade. Toda a obra está orçada em R$ 657,2 milhões e o governo espera a conclusão até dezembro de 2021.

Segundo o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, cerca de R$ 8 milhões dos recursos liberados são de emendas da bancada do Estados e R$ 20 milhões são do orçamento geral da União.

Com mais 90% de execução, segundo estimativas do Executivo, quando pronta a barragem deve trazer segurança hídrica para cerca de 330 mil pessoas, nos municípios de São José do Seridó e Caicó, além do Vale do Açu e da região central do estado. O empreendimento foi idealizado em 1950, mas só começou a ser construído no governo da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2013.

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