Secom usa Twitter para criticar Marcelo Adnet por paródia relacionada a Bolsonaro

A Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência criticou o humorista Marcelo Adnet por um vídeo no qual o artista faz uma paródia relacionada ao presidente Jair Bolsonaro e uma campanha lançada pela Secom para exaltar os “heróis brasileiros”. No canal institucional da Presidência no Twitter, a Secom escreveu que “há quem prefira parodiar o bem e fazer pouco dos brasileiros”.

Na quinta-feira, a Secom lançou uma campanha chamada “Um povo heróico” com a premissa de exaltar brasileiros que são “heróis anônimos” e também mencionar fatos sobre “heróis do passado”. A série contou com a atuação do secretário de cultura do governo, Mário Frias. No dia seguinte, um vídeo produzido pelo humorista Marcelo Adnet ironizou as relações do presidente Jair Bolsonaro com figuras como o advogado Frederick Wassef e o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz. No mesmo vídeo, que parodiava o quadro “Arquivo Confidencial” do Domingão do Faustão, da TV Globo, Adnet ironizou a campanha estrelada por Mário Frias.

Diante desse contexto, a Secom fez uma série de oito publicações no Twitter para rebater o humorista, incluindo nas postagens uma foto de uma das cenas do vídeo feito por Adnet.

“Erramos. Acreditamos que seria possível unir todo o país em torno de bons valores e de bons exemplos. Afinal, ninguém é contra a bondade, o amor ao próximo, o sacrifício por inocentes, certo? Errado! Infelizmente, há quem prefira parodiar o bem e fazer pouco dos brasileiros”, escreveu o canal oficial da Presidência em alusão ao humorista.

Nas postagens, a Secom argumenta que planejou a série pensando em exaltar brasileiros comuns como o morador Francisco Erasmo, que morreu ao ajudar uma refém a se libertar de seu sequestrador na Praça da Sé, em São Paulo, em setembro de 2015. A Secom destaca a participação de Mário Frias e frisa que tudo foi ” feito em casa, sem custos adicionais, só com o amor e a competência de servidores dedicados”.

” De que adianta afetar bons sentimentos, falar em defesa do povo e coisas do tipo, mas na prática desprezar as pessoas reais, de carne e osso, que são exemplos para todos? De que adianta gritar que ama a humanidade, mas desprezar o ser humano?”, disparou o canal oficial da Presidência, acrescentando:

“Felizmente, estamos aqui falando de uma ínfima e desprezível minoria. Felizmente, a maioria reagiu com amor, emoção e gratidão.”

Na sexta-feira, o secretário de cultura, Mário Frias, também já havia se manifestado sobre o caso em uma publicação no seu Instagram. Na ocasião, chamou Adnet de “garoto frouxo e sem futuro”.

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