Secretaria de Saúde de João Pessoa alerta para cuidados com conjuntivite alérgica e crises de rinite

No próximo dia 22 de setembro, começa a primavera em todo o hemisfério Sul. Com dias um pouco mais quentes que no inverno e conhecida como a estação das flores, a primavera acaba não sendo uma época muito apreciada por quem tem problemas alérgicos. O grande culpado por isso é o pólen que se desprende das flores e fica pelo ar, facilitando que as pessoas entrem em contato com ele, o que pode causar irritações. Rinite, asma e conjuntivite alérgica são os problemas mais frequentes nesse período do ano.

“A primavera é um período de clima um pouco mais seco e caracteristicamente mais florido, o que faz com que muito pólen seja liberado no ar. A secura juntamente com as partículas de pólen predispõe as condições alérgicas. Outras doenças virais típicas nas crianças e altamente contagiosas, como roséola e catapora, são bem frequentes nessa estação”, detalha o médico preceptor da USF Mudança de Vida, João Rodolfo Moura de Araújo.

O médico recomenda continuar seguindo as orientações para evitar aglomerações, usar máscara, beber bastante água e tomar cuidados básicos de higiene como a limpeza frequente das mãos, seja com água e sabão ou com álcool. “Com o uso da máscara praticamente em tempo integral devido à pandemia de covid-19, tem-se menor exposição tanto aos alérgenos (polén e outros) como também a outros vírus de transmissão respiratória, logo, a máscara ajuda na proteção contra afecções típicas da primavera”, explica.

Para quem tem asma ou alguma outra doença crônica, além desses cuidados é recomendado evitar lugares fechados. “Arejar bem a casa, deixar as janelas abertas durante o dia e evitar uso de tapetes. A utilização de umidificadores de ar em noites mais secas é importante”, recomenda o médico.

Outro problema citado pelo profissional de saúde é que os sintomas alérgicos como tosse e espirros podem ser confundidos com sintomas da covid-19. Então, é necessário observar se a pessoa apresenta outros sintomas como febre, dor no corpo, dor de cabeça ou diarreia, que não estão presentes nas alergias. Ele alerta que é importante procurar atendimento médico sempre que aparecer qualquer sintoma respiratório ou se os sintomas se tornarem mais incômodos.

“No início dos sintomas, não é necessário ir para uma UPA em nenhum dos casos, a não ser que a pessoa já tenha asma e os sintomas fiquem mais graves. Nos outros casos, o ideal é procurar a Unidade de Saúde da Família (USF) mais próxima”, orienta o médico da Secretaria Municipal de Saúde.

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