Secretaria de Saúde vai implantar projeto piloto para ampliar assistência no Atendimento Domiciliar

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) se prepara para implantar um projeto piloto para melhorar a prevenção de problemas resultantes da broncoaspiração nas pessoas atendidas pelo Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD). As primeiras ações começaram nesta quarta-feira (14), por meio de uma capacitação profissional voltada aos 80 servidores que atuam no SAD. A atividade continuará nesta quinta-feira (15).

Na capacitação foi apresentado o método ‘No way bronco’, que prevê a implantação de medidas de segurança para a redução do risco de broncoaspiração nos pacientes. O novo procedimento prevê a adoção de medidas de intervenção, condutas e classificação de risco para a broncoaspiração, a fim de evitar óbitos e diminuir internações hospitalares por pneumonias broncoaspirativas e demais agravos oriundos da broncoaspiração.

“Cerca de 40 a 60% dos usuários do SAD possuem alteração de deglutição, o que aumenta o risco para broncoaspiração, então capacitar nossos profissionais com o método é fundamental para ofertar um cuidado mais especializado bem como proporcionar qualidade de vida aos usuários e segurança tanto para o paciente quanto para o cuidador”, fonoaudióloga da Equipe Multiprofissional de Atenção Domiciliar do SAD, Simone Chaves.

A partir da capacitação dos profissionais, o serviço também capacitará os cuidadores e familiares dos pacientes atendidos pelo SAD para que essa assistência aconteça de forma preventiva e contínua.

SAD – O Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD) integra o Programa Melhor em Casa do Ministério da Saúde e foi implantado no município de João Pessoa em 2012.

O objetivo do serviço é promover um cuidado integral e humanizado no ambiente domiciliar e assim trabalhar a desospitalização, diminuindo o tempo de permanência do usuário nos hospitais e UPAs

Atualmente o serviço atende 350 usuários por meio de sete Equipes Multiprofissionais de Atenção Domiciliar (EMAD) e três equipes de Apoio (EMAP). Ao todo são 80 profissionais entre médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, técnicos de enfermagem, fonoaudiólogos, assistentes sociais, nutricionistas, psicólogos e farmacêuticos.

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