SUPERANDO 2020: Bolsa fecha em alta e zera perdas da pandemia

A bolsa de valores brasileira, a B3, fechou em alta nesta terça-feira (15) e zerou as perdas do ano de pandemia do novo coronavírus.

No dia 23 de março, pior momento da crise, as perdas acumuladas chegaram a 45,03%. Com alta de 1,34%, a 116.148 pontos, o Ibovespa agora acumula ganho de 0,43% em 2020.

Na segunda-feira, a Bolsa fechou em queda de 045%, a 114.611 pontos. Na máxima da sessão, porém, chegou a 115.740 pontos, zerando provisoriamente as perdas. Na parcial do mês, o Ibovespa acumula alta de 6,66%.

Cenário local e global

Os mercados trabalharam de olho nos sinais de otimismo global e na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

De pano de fundo, permanecem as expectativas atreladas aos programas de vacinação contra o coronavírus que começam a ser iniciados pelos mundo, bem como a continuidade de fluxo de capital externo para a bolsa brasileira.

Nos Estados Unidos, dados da produção industrial registram nova alta em novembro, mas a um ritmo menor do que em outubro, e ainda abaixo de antes da pandemia. A alta foi de 0,4% em novembro, segundo o Federal Reserve. O mercado esperava alta de 0,3%. A produção industrial segue 5% inferior a seu nível pré-pandemia, e 5,5% inferior a novembro de 2019.

Por aqui, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulgou a ata da sua última reunião, na qual avalia que a economia pode apresentar uma “retomada ainda mais gradual” e indicando que pode voltar a subir a taxa básica de juros no futuro.

O BC também reconheceu que a inflação em dezembro deverá ser alta apesar da trégua dada pelo preço dos alimentos.

Continuava também no radar dos investidores a questão fiscal, que há meses têm sido apontada como um fator decisivo na disparada do dólar frente ao real no ano de 2020, assim como a taxa básica de juros em mínimas históricas.

Em reuniões recentes com o presidente Jair Bolsonaro e líderes do Congresso, a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, tem feito a avaliação de que o Brasil tem o primeiro semestre de 2021 para aprovar reformas e dar uma forte sinalização de que pretende enfrentar desafios fiscais, informa o Blog da Ana Flor.

Variação do Ibovespa em 2020 — Foto: G1 Economia

Variação do Ibovespa em 2020.

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